Capas


segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Canoa

No meio do lago, se deteriorando no tempo está a canoa que há muito foi usado por um homem, que simplesmente não apareceu mais.

As amarras da canoa se soltaram, ela vaga sozinha e a deriva na lagoa.
Mal sabe a canoa que o homem não pode mais vir para ser seu companheiro na pesca.

O companheiro se foi, pois este homem que se perdia em pensamentos perdeu a força de sonhar, este homem viu todos os seus objetivos traçados serem desfeitos e destruídos em instantes. Em um desses instantes que nos deixam sem explicações.


A canoa continua navegando sem rumo certo, sem saber onde vai parar ou se vai se deteriorar ali, no meio do lago. Mal sabe a canoa que o homem que era a sua companhia também esta a deriva e navega pelas águas do seu destino sem rumo certo ou sem saber se vai acabar ali, no meio do lago de seu sofrimento.
A canoa não sabe que este homem sofre com o que o tempo lhe preparou, sua família acabou. A violência descontrolada lhe tirou tudo que lhe fazia sentido.

Nós traçamos o que queremos, nossos sonhos, mas nunca esperamos que eles possam ser destruídos em segundos por forças que fogem ao nosso controle!


A canoa não sabe, mas este homem estás prestes a dar a sua última braçada no seu lago de solidão, este homem está pronto para acabar com tudo e por fim deixar a canoa sozinha, a deriva. O homem não lembra da canoa, só lembra de que chegou o momento.


A canoa não sabe... mas ela não tem como saber pois nem mesmo o homem sabe ou entende. A única coisa que ele sabe é que precisa dar o último passo, só assim o sofrimento acaba e por uma dessas coisas que ninguém entende ele volte a reencontrar a sua família: 

-Minha doce filha Ariel, Minha amada esposa Marta, estou indo ao encontro de vocês!



Cláudio Albano