Capas


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O Boletim


Não importa pelo que você esteja passando, a vida é como uma roda gigante, existem momentos que você está lá em cima e momentos que você vai estar embaixo, o correto é respeitar e aprender com cada  um desses momentos.

O Pai estava no portão de casa esperando o filho vir da escola, ansioso, pois era o último dia de aula e aquele tinha sido um ano difícil para o menino na escola.
"Um menino inteligente como ele, deve ter perdido a concentração em algum momento" pensava o Pai! "Fui duro pela manhã, mas foi preciso... Se reprovar tenho que pensar em algo para poder dar uma lição de vida a ele!"

(Mas a vida nos da lições maiores do que as que podemos aguentar)

Avistou no outro lado da rua o filho com o boletim nas mãos que vinha correndo, sorrindo em sua direção.

Porém, com toda a sua alegria e euforia não percebeu que o sinal fechou e atravessou a rua sem olhar para o lado. O barulho da freada do carro estremeceu o coração do velho pai que correu em socorro do filho. Era tarde...

Ali, com os filhos nos braços e as lágrimas correndo notou um papel no chão, ao lado da mochila da escola.

Aquele papel era o boletim que dizia que o seu filho havia passado de ano!

Cláudio Albano

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O guarda-chuvas


Seu Silva era um empresário conceituado com sua loja no centro da cidade que ia muito bem, obrigado!

Certo dia de chuva, essas chuvas nem forte nem fraca, o seu Silva foi até a porta de sua loja e ficou observando a rua central da cidade.
Umas duas quadras da loja conseguiu visualizar um senhor que vinha subindo a rua e se protegendo da chuva como podia. Ele corria até um toldo de uma loja, esperava um pouco, corria até outro toldo, descansava e corria até uma árvore e assim prosseguia a sua árdua jornada para subir a rua do centro!

O que fez o seu Silva ficar atento a esse cidadão foi que ele tinha em suas mãos um guarda-chuvas fechado.

Seu Silva observava curioso, quando ao se aproximar mais percebeu que a pessoa em questão se tratava nada mais, nada menos, do Lioto, um sujeito alegre e que todos conheciam na cidade.
Ao se aproximar da Loja, Seu Silva ficou curioso e não resistiu em fazer a pergunta que lhe estava atormentando:

-O Lioto, sua anta, estou lhe observando a tempos e você vem correndo que nem uma gazela de toldo em toldo e de árvore em árvore para se proteger da chuva. Mas por que raios não abre o guarda-chuvas que esta trazendo fechado em suas mãos?

Lioto, cansado, solta um suspiro.
-Vou lhe explicar... Ufa! Eu sai de casa, o tempo estava bom, na metade do caminho nublou tudo e vi que não daria tempo de chegar ao centro sem me molhar, então bati na porta de um compadre meu que morava por ali e pedi esse guarda-chuvas emprestado. Pois bem, ele emprestou, mas fez uma exigência: 
"Lioto, vou lhe emprestar o guarda-chuvas novo que comprei agora cedo, só não vai deixar ele molhar!"

Crônicas de São Miguel, os personagens são fictícios mas a historia é real!

Cláudio Albano