Capas


terça-feira, 15 de março de 2011

Robôs do trânsito



Acordar antes do sol nascer, na escuridão e frio da madrugada e seguir para garagem para mais um dia de jornada de trabalho. Eu já canso de passar uma hora e pouco dentro do ônibus, imagina o motorista e o cobrador...

Aperta embreagem, muda de marcha, acelera, breca, presta atenção nas ruas,  pára de ponto em ponto. Pega dinheiro, conta o troco, roda a catraca e ainda atura passageiros chatos. Sem contar o trânsito.

Eles trabalham para levar milhares de pessoas para seus trabalhos. Um trabalho estressante, que se torna mais estressante ainda, por causa dos ataques dos malucos que resolvem assaltar o onibus. Eu já ficava com medo, imagina eles!

Mas, nem o medo fez com que eles desistissem desse emprego, também, nem podem se dar ao luxo, afinal, as coisas não está a das melhores.

Então, eles continuam me levando onde quero e apertando a embreagem, mudando de marcha, acelerando, brecando, prestando atenção nas ruas, sinais, parando de ponto em ponto. Pegando o dinheiro, contando o troco, rodando a catraca e aturando passageiros chatos, que não param de reclamar durante a viagem, assim como eu. 

Por Bianca Gomes

quarta-feira, 9 de março de 2011

10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO CAPITALISTA...

Recebi por e-mail e acho legal expor aqui por que tem tudo a ver.
Segue na integra.

“CHOMSKY
E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO CAPITALISTA MIDIÁTICA

O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das 10 estratégias de manipulação das elites capitalistas, através da mídia . Quando você assistir a Globo, ler Zero Hora, Veja e congêneres, lembre-se que eles estão aplicando estas técnicas em você.

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.
Ex.: Big Brother, Copa do Mundo, páginas e páginas de notícias sobre a vida pessoal dos artistas e sobre futebol.


2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES. Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
Ex.: atentados em New York criando clima de paranóia nos EUA; crise na Grécia e Espanha justificando cortes nos salários e aposentadorias.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO. Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
Ex.: alterações nas regras da aposentadoria no Brasil, anos atrás.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?
“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
Ex.: o apresentador do JN, W.Bonner, disse que redige as notícias pensando no telespectador como se este fosse o Hommer Simpson, ou seja, um idiota completo, com a percepção de uma criança.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos.

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
Ex.: as escolas públicas cada vez mais são abandonadas, os professores recebem salários ridículos e os alunos não aprendem nada. Recentemente, a Veja começou a atacar o Construtivismo (teoria de ensino libertadora proposta por Paulo Freire) preocupada com os resultados conscientizadoras na "classe baixa".
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
Ex.: no Big Brother, quanto pior for o cárater da pessoa, mais vencedora ela é. O importante é ganhar. O técnico da
seleção de futebol brasileira quanto mais troglodita for, mais é promovido. As mulheres-frutas (melancia, morango) são um exemplo vitorioso a ser seguido pelas adolescentes. As letras das músicas "funk" influenciam o comportamento machista e vulgar de grande parte da juventude.

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação.

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
Ex.: as manipulações da mídia sobre a Gripe A, transgênicos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Vc é imune ao sistema? Somos livres para algo?

Há níveis e níveis de submissão. Uns realmente são condicionados a fazer o que outros querem, outros se libertam parcialmente da obrigação imposta pelos meios de comunicação a seguir os padrões predeterminados.

O que acontece é que é difícil ao extremo você passar de RECEPTOR a PESQUISADOR de informação. Mesmo com o advento da internet, em que a informação se tornou menos elitizada, as pessoas ainda não sabem como pesquisar e buscar aquilo que realmente gostam.

Mesmo com a internet as pessoas ainda gostam do que a grande mídia continua veiculando. Nossos costumes, de forma geral, são fruto da desculturalização e do processo de perda de identidade regional promovido pelos grandes veículos de comunicação em massa.

Percebemos isso ao ver tias-velhas gaúchas falando com o sotaque carioca das novelas globais. Percebemos isso ao ver a infinidade de pessoas que gostam de música sertaneja - essa que é vomitada o tempo todo pela mídia, após os acordos com gravadoras (dificilmente a população busca o estilo musical que mais lhe agrada, simplesmente consome o que a mídia lhes apresenta). O mesmo acontece com livros (vide Paulo Coelho, Jô Soares e demais "escritores" com aspas vendendo que nem água), as pessoas não pesquisam literatura, música, artes, ciência. Simplesmente a recebem. São meros receptores.

Carnaval é um exemplo disso. Quem disse que eu preciso gostar de carnaval, senão a mídia, e as demais pessoas já contaminadas com a lavagem cerebral imposta ao longo de décadas?

Pessoas são caricaturas umas das outras.

Uma parcela muito pequena consegue se desprender dos padrões e criar seu próprio estilo, meio de vida e gostos/desgostos.

Não tem uma palavra melhor do que "GADO" pra resumir este grupo de pessoas que se limita a RECEPTOR de padrões, e difusor inconsciente das ideias em torno disto.

Mas eu concordo que não somos livres. O tempo todo somos condicionados a estar presos aos padrões de ignorância impostos por quem isto convém.

O máximo que nos é possível, é estar cada vez mais num grau de submissão menor. Não mais do que isso.

Ninguém é livre, somente "menos preso".

"Brasileiro gosta de carro"
"Brasil é o país do futebol"
"Brasil tem as mulheres mais lindas do mundo"
"Brasil tem as melhores praias do mundo"
"Brasileiro gosta de cerveja"
"Brasileiro é batalhador, dá jeito pra tudo"
"Brasileiro é um povo feliz"
"Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa"
"Curitiba, a capital ecológica"
"Compre Baton"
"No natal, presenteie com requinte quem você ama"
"Dia das mães, ela vai adorar a jóia da nossa loja"
"Dia dos namorados, não deixe passar em branco"
"Nada melhor que o carnaval, povo feliz, cultura e diversão"
"Quero 'brincar' no Carnaval"
"OOooOOoOOoiiiii" (ê, nenezinho xarope)
"Dois hambúrgeres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles num pão com gergelim..."

Tudo o que fazemos, compramos, a maneira como agimos, nossos gostos e desgostos, nossas roupas, nosso carro, nossa casa, nossos preconceitos (SIM, VOCÊ TEM PRECONCEITOS), nosso consumismo...

Tudo é fruto da lavagem cerebral que você sofre diariamente.

NÃO SEJA MAIS UM RECEPTOR.

PESQUISE, ESTUDE. 

Aileoz da comunidade TO